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sábado, 9 de janeiro de 2016

Soneto para Uma Menina Bonita

Naquela tarde tácita
nem tudo era estático;
Turvo e um tanto vulgar,
este meu jeito prático.

Esta semi urgência,
assaz traiçoeira;
as seis, é carência,
as vinte é zoeira.

Amanhã eu nem sei
se chove ou se grita.
Tão pouco arrisquei.

Te sonho! Me habita?
Ousar? Tentar? Pequei?
Perdi te. Menina bonita!

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Prece de Inverno

Num versinho matinal
com cheirinho de café,
vai do sonho ao mais banal:
Muita lenha e pouca fé.

É gente que luta na lida,
é povo que chora e que ri;
Tantos que buscam guarida,
que nem estão mais aqui,...

É sol que sequer aquece
nestas manhãs de inverno;
Parece que Deus esquece!

Eis que manda para o inferno.
Anos, décadas, de uma prece
riscada num velho caderno.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Sobre Jardineiros e Musas

Havia um sol acinzentado
numa tarde em quase breu;
É como se houvesse geado
no teu coração e no meu.

(As vistas),
que outrora brilhavam
agora choravam granizo;
Mas germinou a semente
colhida do teu sorriso.

Eis que um jardineiro atento
regou um amor sem medidas,
fez da paixão alimento.

livrou-se das despedidas
misturadas com lamentos.
Coração é o jardim das vidas!

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Jornadas

Houve um tempo distante
que agora parece lenda;
Que a maior preocupação
era a grana da merenda.

Fazia versinhos prá ela
(que eu jamais entregara).
Sonhava em pura aquarela;
E eis que a roda não para.

É era de novas eras.

Esperanças renovadas.
Tantas verdades sinceras;

Almas desarrumadas.
E entre cãezinhos e feras
vislumbro novas jornadas.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Midas

Nem o whisky com gelo,
ou o hot-dog da esquina;
Vão ouvir o meu apelo
com cheiro de nicotina.

Eu carrego tantas vidas
na vida que eu me tornei.
As vezes me sinto Midas,
de quase nada sou rei.

Me dá um pouco de orvalho,
com fundo de Legião;
Quem sabe jogar baralho,

Falar coisas sem noção,
ser guri por um momento;

E murmurar uma canção!

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Soneto Bizarro







As bestas notívagas da infancia
viraram fantasias bizarras.
Soltaram-se das amarras:
De eclodir, sentem ânsia.

Dançam ritmos frenéticos,
comem musas de anoitecer.
Nos versos nada poéticos
urgem febris de acontecer.

E num pensamento bizarro
sonho-te cumplice e flor.
Entre um e outro cigarro

Eu murmuro-te "paixão"
Eis que na alcova te amarro
e ofertas-me teu tesão!